De pai para filho: Congo é tradição nas famílias serranas

Meste de congo e seus filhos fazem parte de banda em Pitanga

De pai para filho: Congo é tradição nas famílias serranas


Texto: Gabrielle Tallon - Foto: Everton Nunes - Secom/PMS

Símbolo da cultura serrana, o Congo tem forte representatividade no município, onde atravessa gerações. Os mais velhos transmitem aos filhos e netos a importância da música e das festividades que o envolvem, mantendo viva a tradição.

E neste domingo (11), data em que é comemorado o Dia dos Pais, o mestre de Congo Adenis Luiz Ramos, 50 anos, que está à frente da banda da comunidade de Pitanga, compartilha sua paixão com os filhos das mais variadas idades.

Deivid, 22 anos, Kailã, 11 anos, e Ícaro, que tem só quatro aninhos, fazem parte da banda ao lado do pai, que assumiu o posto de mestre em 2002, quando o seu pai, Domingos Ramos, faleceu. Seu Domingos era mestre até então, cargo que ocupou por mais de 30 anos.

Congo Capixaba

Principal manifestação da cultura capixaba, o congo se mantém vivo por meio da transmissão, entre as gerações, dos ritmos, músicas e danças tradicionais. Em Serra-Sede encontra-se a Associação das Bandas de Congo da Serra (ABC), uma das principais entidades de proteção e preservação do patrimônio cultural capixaba.

Também localizada em Serra-Sede, a Casa do Congo, que foi inaugurada em 2000, tem em seu acervo fotografias, peças de artesanato e outros elementos da cultura popular.